Foto: Beata Zawrzel / NurPhoto via AFP
A Sala de Articulação contra a Desinformação (SAD), rede que reúne organizações da sociedade civil e grupos de pesquisa acadêmica, manifestou preocupação com a proposta em discussão no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de equiparar canais de WhatsApp ao impulsionamento de conteúdo, por meio de alteração na Resolução-TSE nº 23.610/2019.
Em posicionamento público divulgado nesta quarta-feira (21), a SAD defende que os canais de WhatsApp não sejam enquadrados como impulsionamento de conteúdo. A proposta em discussão restringiria seu funcionamento durante o período que vai das 48 horas anteriores até as 24 horas posteriores à votação, criando, segundo a rede, uma nova proibição a poucos dias do segundo turno.
O documento destaca que o impulsionamento pressupõe a contratação de um serviço pago para ampliar artificialmente o alcance de conteúdos. Os canais de WhatsApp, por outro lado, são gratuitos e alcançam pessoas que escolheram segui-los. A legislação eleitoral também permite propaganda em aplicativos de mensagens, desde que não haja contratação de impulsionamento.
Para a SAD, alterar as regras às vésperas da votação pode gerar insegurança jurídica, comprometer a igualdade de oportunidades entre candidaturas e restringir formas legítimas de comunicação de campanhas e cidadãos. A rede ressalta que fortalecer a integridade da informação exige preservar a distinção entre canais de comunicação e anúncios políticos pagos.